Cartilha do semiárido

A perda de solo está atingindo proporções dramáticas nos últimos 20 anos, quase exclusivamente pela ação humana. A erosão do solo afeta cerca de 20% das terras agrícolas, 15% das pastagens e algo em torno de 30% dos bosques mundiais e por causa também de outras formas de degradação se perdem entre 5 a 7 milhões de hectares por ano de terras cultivavéis. (FAO, 2008)

O solo é a base da vida e da alimentação humana, mesmo assim, ainda não são tomadas medidas mais próativas para evitar a degradação, especialmente em regiões semiáridas, como o Nordeste do Brasil, onde a desertificação está aumentando a cada ano. Novos estudos do CEDEPLAR e FIOCRUZ sobre MUDANÇAS CLIMÁTICAS, MIGRAÇÕES E SAÚDE mostram que os Estados do Nordeste, e entre eles o Ceará, podem perder em torno de 70% das terras cultiváveis até 2050.

O conhecimento de tecnologias adequadas para o manejo e a preservação do solo é enraizado em todas as culturas agrícolas, entretanto, este cuidado geralmente não é aplicado no caso da agroindústria. A agricultura familiar convencional também contribui para a perda dos solos por descuido e por manejo inadequado para as vulneráveis terras no semiárido.

Em 1943, o cientista inglês Sir Albert Howard, conhecido como o Pai da Agroecologia, descreveu no seu livro “testamento agrícola” os princípios básicos do manejo do solo, que são, segundo ele, os princípios da verdadeira agricultura, ou seja, da Agroecologia.

A cartilha “Cuidando do solo”, da série “Agroecologia” apresenta, baseada nestes princípios, algumas tecnologias de manejo ecológico para a preservação e melhoria da fertilidade dos solos. A prática de agricultores(as) agroecológicos(as) mostra bons resultados e cada um faz sua parte para cuidar das terras dando sustentabilidade à agricultura no semiárido nordestino.

 

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